terça-feira, 14 de abril de 2015

Cowspiracy & Troubled Waters: Documentários que criam questões

A Biosfera do planeta Terra tem tanto de diversa como de fascinante. O Homem, como parte mais desenvolvida dessa mesma biosfera, adquiriu ao longo dos tempos a capacidade de tirar o melhor partido desses recursos a fim de proporcionar a si próprio um quotidiano de qualidade. A questão é que tudo isto vem-se desenrolando há vários anos, e com o desenvolvimento economico-tecnologico e o crescimento populacional à escala global tem igualmente crescido a demanda na exploração dos referidos recursos, o que em certos sectores está a levar a consequências irreversíveis e a limites de esgotamento.

Com o agravamento desta situação são várias a vozes ligadas à Ciência que se têm levantado numa tentativa de alertar para as consequências que os nossos actos estão a despoletar.

No final do ano transacto assistimos ao lançamento do controverso documentário "Cowspiracy" retratando a pegada ecológica da agricultura animal. Já em 2015, ainda não tão famoso, assistiu-se ao nascimento de "Troubled Waters" que vem de certa forma complementar o retrato iniciado pelo "Cowspiracy" mas sendo mais direccionado para a actividade pesqueira e a sua sobre-exploração.




Será que podemos continuar a explorar os nossos recursos sem alterar a biosfera irreversivelmente?

Pessoalmente, uma das maiores lições que retirei do documentário "Cowspiracy", renovando um ideal que já defendia, passa pela necessidade de desenvolver consciência crítica, fazer questões, não engolir e aceitar tudo o que nos é dado.
Será que a solução passa por mudar os nossos hábitos alimentares? Por sermos vegetarianos?

São pontos subjectivos e que originam certamente muita discussão, o facto é que todos os seres-vivos estão cá por um motivo e exercem uma função crucial no bom funcionamento da vida do planeta. 

A solução passará certamente por o Homem aproveitar essa grande vantagem que tem sobre todas as espécies de ser mais evoluído cognitivamente e desenvolver estratégias de consumo racional a fim de diminuir o impacte ambiental, não tendo necessariamente de retirar qualidade de vida à população. 

Pois olhando em volta, denota-se que é a lei da vida dependermos uns dos outros, os animais alimentarem-se uns dos outros. Mas já que fomos presenteados com um cérebro desenvolvido, que tal dar-mos lhe uma boa utilidade e pensar nos/pelos outros?


(link Troubled Waters: https://www.youtube.com/watch?v=YACTNvuijQY)



quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

sem-abrigo sujeito a termo de identidade e residência #JustiçaPortuguesa

Este episódio já conta com alguns meses de idade, mas não deixa de ter o seu encanto e nada melhor para abrir as hostilidades do novo ano do que analisar mais uma fábula da justiça portuguesa.

Um cidadão de 33 anos foi detido em Lisboa por suspeita de furto. Consequentemente presente a tribunal o senhor que é sem-abrigo foi então constituído arguido e com termo de identidade e residência. Piada de mau gosto? Não, é mesmo a justiça portuguesa.



Creio que deve ter sido posteriormente acompanhado de volta "a casa" por um agente da autoridade que lhe terá informado «Ora bem, o senhor reside nesta valeta pelo que não poderá mudar de residência ou dela se ausentar por mais de 5 dias sem informar o novo local da mesma ou lugar onde possa ser encontrado». 
Ao que o arguido terá comunicado alguns dias depois «Cara Polícia Judiciária, passo a informar que alterei o meu local de residência para o hall de entrada do centro comercial ao lado da minha anterior moradia, visto que a renda é a mesma e assim fico mais resguardado do Inverno rigoroso que se tem feito sentir. Atenciosamente, o sem-abrigo trancado em casa.»