quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ébola: a nova extorsão (?)

Já gostaria de me ter pronunciado sobre este assunto anteriormente, só não o fiz pois quando julgo não ter conhecimento suficiente sobre determinado tema prefiro não falar a dizer a dita asneira, e como não possuo formação relativamente avançada para dissertar sobre esta temática de maneira mais concisa e detalhada faço-o agora redireccionando as palavras do Doutor Manuel Pinto Coelho (Médico doutorado em Ciências da Educação) publicadas em declarações ao jornal Público.




Temos de nos mentalizar que nos tempos que correm temos de ter uma mentalidade aberta, pensar fora da caixa e ser cépticos em relação ao mundo que nos rodeia. Uma das coisas que já se pôde aprender é que há quem lucre com o mal dos outros e que gananciosos muitas vezes não olham a meios para atingir os fins.



Já aqui há uns 5 anos a Gripe A foi acompanhada de um grande alarido, causando pânico geral e mais tarde veio, praticamente, a esvair-se de um momento para o outro sem se saber bem como. Quando mais recentemente surgiu a notícia do vírus Ébola pressenti a reedição de uma história antiga. É então neste momento que eu deixo falar quem sabe e passo a palavra, deixando algumas das declarações do Doutor Manuel Pinto:


«A imprensa internacional fala de 1229 mortos entre Março e Agosto de 2014. Ora bem, se consultarmos a página da OMS sobre este assunto, veremos que na realidade foram 788 os casos de óbito formalmente identificados como causados pelo vírus Ébola, um número bem inferior aos 1,2 milhões de mortes causadas pela malária (paludismo). O número remanescente limitou-se a traduzir os casos “suspeitos” ou “prováveis”.


As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica.

É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA - o VIH - é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.

O vírus Ébola é sobretudo perigoso quando mal acompanhado. Como os doentes infetados morrem de desidratação ou de hemorragias, então o tratamento consiste logicamente na hidratação e/ou transfusão sanguínea, e não na administração de uma qualquer vacina ou hipotético medicamento.

Como a solução contra a epidemia consiste essencialmente em respeitar medidas simples usando o bom senso - higiene, boa nutrição, vitaminas C e D nas doses adequadas -, a verdadeira prioridade nos países tocados pelo flagelo, deveria ser criar infra-estruturas médicas de forma a fornecer aos doentes os cuidados médicos de base.

Seria bom que se soubesse que não há qualquer transmissão por via aérea, ou seja, quando uma pessoa fala ou tosse, não vai espalhar o vírus pelo espaço aéreo circundante.
Assim sendo, ao contrário da ideia com que se fica pela leitura da imprensa, não existe qualquer razão para recear que o vírus Ébola se possa transformar numa pandemia à escala mundial.
Semear o pânico pode ser um negócio muito lucrativo que importa desmontar. Veja-se o que se passou ainda recentemente (2005) com a “pandemia eminente” da “gripe das aves”. Através da sábia manipulação da opinião pública, a consequência foi uma totalmente desnecessária vacinação em massa da população com o consequente enriquecimento de alguma indústria farmacêutica por um lado, e esvaimento dos cofres públicos em muitos milhares de euros em vacinas usadas e… não usadas, por outro. O antiviral “milagre” Tamiflu limitou-se tão-só a reduzir a duração dos sintomas em menos de um dia, sem conseguir limitar minimamente as hospitalizações.

Os títulos sensacionalistas martelados por alguma imprensa nas últimas semanas não fazem qualquer sentido. Importa que não nos deixemos submergir pela informação viciada e pela mentira. A reação totalmente excessiva face a este problema corre o risco de provocar uma catástrofe humanitária de dimensões bem superiores à provocada pelo próprio vírus Ébola. (...)"

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