quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sais ao Pai

Um música que nos fala sobre os problemas reais da vida das pessoas da qual efectuei uma cover com o auxílio do meu amigo João Meneses.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Incha que é Ronaldo

Hoje sinto-me realmente honrado pelos homens portugueses, ver Cristiano Ronaldo, na gala da Bola d'Ouro com aquele troféu ao lado... a Irina é mesmo uma mulher do outro mundo. Dá um grande prestígio a homem português. Pronto, ganhar a dita Bola d'Ouro também é um motivo de substancial alegria, vá.

Este evento futebolístico já vem tendo o hábito de ser um impulsionador para o nome de Portugal. Na edição do ano passado para além de termos presente o nosso Cristiano Ronaldo, também tivemos o fato do Messi patrocinado pelo Manuel Luís Goucha. Pois bem, este ano a situação ainda foi mais produtiva para o nosso lado: marcou presença novamente o CR7, saindo desta vez premiado com o troféu máximo, o nosso Rei Eusébio recebeu uma homenagem e voltamos a ter o fato do Messi patrocinado desta vez pelo João Baião; só lhe faltava uma cartola, calças um pouco desbotadas e estava pronto para apresentar o Big Show Sic.


Por outro lado, a indústria farmacêutica por terras gaulesas vai também de vento em popa na consequência desta gala, pois os anti-acidificantes estomacais não dão vazão à procura. Se é que me entendes Platini...

Para terminar da melhor maneira esta crónica gostaria de deixar para reflexão dos nossos amigos Platini e Blatter, uma citação de um conceituado filósofo argentino: "Que la chupen y sigan chupando."





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O que aconteceu ao chocolate?

Nem me tinha pronunciado sobre este assunto há mais tempo na esperança que nesta última festividade natalícia (dia de Reis) a situação tomasse outro rumo, mas pelos vistos não há volta a dar...



O problema é o seguinte: Já não há chocolate que saiba a chocolate ou que contenha mesmo chocolate.
Isto é uma catástrofe mundial e as pessoas lá em casa sabem que o que eu estou a dizer é verdade!
Aguardei auspiciosamente toda a época natalícia para que alguma alma caridosa presenteasse (pois adquirir sai caro) a minha pessoa com um simples chocolate que soubesse a chocolate e, pelo contrário, apenas me deparei com: chocolates que afinal era pastilhas de mentol, chocolates que eram torrões de açúcar, entre outros.
Gostava de me ter formado em psicologia gastronómica para perceber o motivo desta falsidade do chocolate em relação ao ser humano. «Ah vou saborear este delicioso chocolate Milka, que saboroso este choco... toma lá com morangos!», ou «Hmm, este after-eight tem mesmo aspecto de ser um bom chocol... pega lá uma happydent de mentol.»
É raríssimo nos dias que correm encontramos um chocolate como deve de ser, pois os ferrero rochers estão caros e o pessoal oferece pouco.



E é este o mundo em que vivemos meus amigos, um mundo possuído pela falsidade onde até a comida já nos atraiçoa.
Já nem vale a pena falar nas batatas que sabem a cebola e afins... não sei onde isto vai parar.

sábado, 4 de janeiro de 2014

A desumanidade da praxe

Confesso que ando a estranhar este ambiente. Já há algum tempo que a praxe não mata ninguém... ou pelo menos provoca um incidente qualquer. Será que não foi a praxe que deixou aquele navio encalhado na Antártida? Que estupidez! Claro que não. Pois os turistas foram resgatados sãos e salvos, se algum tivesse falecido, aí sim, já se concluiria que teria sido a praxe. Então, será que os jornalistas andam só desatentos? Isto é um pouco suspeito.



Ainda sou do tempo em que o que vendia nos jornais eram os escandalos envolvendo políticos. Pelos vistos agora a tendência da nova Estação é outra.
Ainda estou para descobrir o porquê deste sensacionalismo em relação a esta tradição académica. Se a preocupação fosse tanta em transmitir os factos verídicos com qualidade como em tentar arranjar um tema que dê que falar para associar ao acontecimento, talvez o jornalismo ganhasse um bocadinho.
“Toda a gente” gosta de frango assado, embora haja frangos que fiquem mais saborosos que outros. E não é por, esporadicamente, nos depararmos com um frango menos bom que vamos dizer que frango assado não presta e não é bom. Assim como na vida académica há bons e maus praxistas, boas e más praxes... Mas não pintemos o quadro desta forma, senão traz à memória aquela tradicional expressão: “quem ouvir até pensa...”. Só está na praxe quem quer estar.

Pois a praxe não é nenhum “Jack, o estripador” para fazer assassínios em série. A praxe foi criada com um fim, com objectivos positivos e, pessoalmente, ainda não conheci ninguém que tenha obtido dela resultados contrários. Mas havendo, pontualmente, arestas a limar, não será, certamente, esta a maneira para o fazer.

Com votos de um bom 2014

Hoje deixo aqui crónica que Ricardo Araújo Pereira escreveu há tempos para a revista Visão, mas que não deixou te ter sentido e de dar que pensar:

"Quando eu nasci, Portugal estava na cauda
 da Europa. Veio o PREC, e Portugal continuou na cauda da Europa. Depois chegou alguma estabilidade, e aí Portugal continuou na cauda da Europa. Entrámos na CEE, e permanecemos na cauda da Europa. Vieram os governos de Cavaco Silva, mais os milhões comunitários, e - então sim - Portugal continuou na cauda da Europa. Nisto, o PS voltou ao poder. E Portugal manteve-se na cauda da Europa. A seguir, o PSD regressou ao governo. E Portugal na cauda da Europa. Depois, mais governos do PS até hoje. E Portugal firme na cauda da Europa. Onde fica Portugal? Na cauda da Europa. Não se sabe que bicho é a Europa, mas lá que tem uma cauda é garantido. E não há dúvidas nenhumas de que Portugal está nela sozinho.
Nem sempre foi assim. No princípio, Portugal estava na cauda da Europa acompanhado. Nos anos 70, Espanha estava taco a taco connosco na cauda. Ora valia mais o escudo, ora valia mais a peseta. Primeiro, nós íamos ao El Corte Inglés fazer compras baratas. Entretanto, o El Corte Inglés veio para cá fazer vendas caras. De repente, os espanhóis meteram uma abaixo e começaram a galgar pela Europa acima - e nós ficámos na cauda com a Grécia. Nisto, os gregos também amarinharam. Abriu-se a União Europeia a países que estavam igualmente na cauda, como a Irlanda, e todos foram abandonando a cauda a caminho, suponho, do lombo da Europa.
Como se explica este fenómeno da nossa longa estada na cauda da Europa? Creio que só pode ser uma opção. E, sendo uma opção, tem de ser estratégica. É muito raro uma opção não ser estratégica. Já tivemos vários governos e regimes, e todos, sem excepção, optaram por nos manter na cauda. Deve haver um plano. Outros países, que não têm coragem de permanecer na cauda, foram avançando para a garupa. É lá com eles. Mais fica de cauda para nós.
A verdade é que alguém tem de ficar na cauda. E, no que diz respeito a caudas de continentes, a estar nalguma que seja na da Europa. Temos a experiência, o talento e, pelos vistos, a vocação para estar na cauda. Seria uma pena desperdiçar décadas e décadas de prática. Será sensato que um país com o tamanho do nosso se aventure para fora da cauda da Europa? É importante não esquecer que é com a cauda que se enxotam as moscas. E que a cauda consegue enxotar tudo, menos o que está na cauda. Os pessimistas dirão: temos o último lugar garantido. Os optimistas hão-de notar que, ao menos, é um lugar. E que está garantido. Já não é nada mau."