quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ESE festeja 102 anos com desejo de instalações de raiz em Gualtar

Após ver concretizado no ano passado o desejo de ser integrada no Campus de Gualtar, a Escola Superior de Enfermagem (ESE) reivindica agora novas instalações, criadas de raiz. O desejo foi feito pela presidente, Isabel Lage durante as celebrações do 102º aniversário da Escola que decorreram no passado dia 29 de outubro.






Atualmente em instalações provisórias, a ESE reclama a necessidade de uma casa, criada de raiz e adaptada aquilo que são as suas necessidades, físicas e humanas, de maneira a conseguirem desenvolver da melhor forma as suas atividades de ensino e investigação "A melhor prenda de aniversário seria uma escola nova, de raiz" disse a presidente.
Na cerimónia marcaram também presença, o Reitor, António Cunha, o presidente da Associação de Estudantes da ESE, Diogo Pereira, bem como, o professor Josep Medina, da Universidade de Barcelona, que proferiu a palestra "A racionalidade prático-reflexiva: Descobrir a natureza do conhecimento em Enfermagem". 
Isabel Lage destacou ainda alguns atributos e particularidades da ESE, como o facto de ocuparem o primeiro lugar no ranking das escolas de enfermagem, afirmando que a Escola teve "uma procura muito superior à oferta". Para além disso, a ESE que tem apostado cada vez mais na investigação "passou a integrar este ano o único centro nacional de investigação em enfermagem", sendo que tem aumentado as suas publicações e participações em projetos.
"Para barco sem rumo, não há vento favorável", foi com esta citação de Lúcio Séneca que o Reitor iniciou o seu discurso de congratulação com a Escola aniversariante. 
Antonio Cunha referiu ainda que «Mesmo que os ventos sejam fracos, devemos definir um rumo e lutar para atingir o destino traçado», pretendendo salientar o esforço que tem vindo a ser feito para integrar a Escola de Enfermagem em novas instalações no Campus de Gualtar. Afirmando que a construção do novo edifício consta do Plano Estratégico 2020, mas para isso a ESE terá que se reposicionar e alargar o seu âmbito de atividade, tendo que obrigatoriamente assumir a investigação como fator de afirmação.
Josep Medina, na sua conferência sobre o conceito de "Enfermagem" abordou as críticas profissionais, pedagógicas e epistemológicas mais frequentes, expondo ainda algumas das suas vastas experiências pessoais e deixando alguns conselhos para o corpo docente e discente presente.
O público presente pode ainda contemplar um breve momento musical a cargo do Coro de Câmara da Universidade do Minho, ao qual sucedeu a habitual entrega das cartas de curso e diplomas aos correspondentes graduados, havendo ainda a oportunidade de atribuir os prémios "Livraria Almedina" que galardoava os melhores alunos bolseiros com um vale remente à aquisição de livros.

Texto: Roberto Correia 

in UM Dicas

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Bobak Ferdowsi na UMinho instigou curiosidade pelas questões do espaço

A comunidade académica da Universidade do Minho foi presenteada com uma palestra de Bobak Ferdowsi, um dos mais mediáticos cientistas da NASA. O denominado cientista mais sexy do mundo esteve no campus de Gualtar no passado dia 17 de outubro, e auditório lotado demonstrou bem a curiosidade pelas questões do espaço.



Conhecido mundialmente desde que, em 2012, levou o robot "Curiosity" a aterrar no solo do planeta Marte, Bobak Ferdowsi fez escala na cidade de Braga para partilhar, com um auditório lotado, os detalhes do percurso do frisado robot que atualmente se encontra a recolher informações sobre o planeta vermelho e as suas condições de habitabilidade, e onde, segundo Bobak, ficará nos próximos 8 anos. O "Mohawk Man", como é conhecido devido ao seu extravagante penteado, debruçou-se durante grande parte do tempo sobre a referida missão relativa a Marte, explicando os antecedentes da expedição, o planeamento, passando pelos eufóricos momentos da sucedida aterragem em solo marciano e os resultados que têm sido obtidos através do "rover". 
Para além deste tema, o cientista irano-estadunidense pronunciou-se ainda sobre futuras expedições, que passam por uma das luas de Júpiter, inserida nas investigações da procura de vida extraterrestre, pelo recém-promovido a planeta, Plutão, a pioneira exploração de asteroides e não deixando de fora o tão badalado tema das viagens turísticas espaciais.
Mostrando-se uma pessoa muito acessível, ainda despendeu alguns minutos no final da palestra para que a numerosa e curiosa plateia pudesse colocar diretamente algumas questões, que por seu lado também se mostrou bastante participativa.

Roberto Correia

in UMDicas


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ébola: a nova extorsão (?)

Já gostaria de me ter pronunciado sobre este assunto anteriormente, só não o fiz pois quando julgo não ter conhecimento suficiente sobre determinado tema prefiro não falar a dizer a dita asneira, e como não possuo formação relativamente avançada para dissertar sobre esta temática de maneira mais concisa e detalhada faço-o agora redireccionando as palavras do Doutor Manuel Pinto Coelho (Médico doutorado em Ciências da Educação) publicadas em declarações ao jornal Público.




Temos de nos mentalizar que nos tempos que correm temos de ter uma mentalidade aberta, pensar fora da caixa e ser cépticos em relação ao mundo que nos rodeia. Uma das coisas que já se pôde aprender é que há quem lucre com o mal dos outros e que gananciosos muitas vezes não olham a meios para atingir os fins.



Já aqui há uns 5 anos a Gripe A foi acompanhada de um grande alarido, causando pânico geral e mais tarde veio, praticamente, a esvair-se de um momento para o outro sem se saber bem como. Quando mais recentemente surgiu a notícia do vírus Ébola pressenti a reedição de uma história antiga. É então neste momento que eu deixo falar quem sabe e passo a palavra, deixando algumas das declarações do Doutor Manuel Pinto:


«A imprensa internacional fala de 1229 mortos entre Março e Agosto de 2014. Ora bem, se consultarmos a página da OMS sobre este assunto, veremos que na realidade foram 788 os casos de óbito formalmente identificados como causados pelo vírus Ébola, um número bem inferior aos 1,2 milhões de mortes causadas pela malária (paludismo). O número remanescente limitou-se a traduzir os casos “suspeitos” ou “prováveis”.


As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica.

É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA - o VIH - é necessário um contacto direto com um líquido biológico do doente, como o sangue, as fezes ou o vómito.

O vírus Ébola é sobretudo perigoso quando mal acompanhado. Como os doentes infetados morrem de desidratação ou de hemorragias, então o tratamento consiste logicamente na hidratação e/ou transfusão sanguínea, e não na administração de uma qualquer vacina ou hipotético medicamento.

Como a solução contra a epidemia consiste essencialmente em respeitar medidas simples usando o bom senso - higiene, boa nutrição, vitaminas C e D nas doses adequadas -, a verdadeira prioridade nos países tocados pelo flagelo, deveria ser criar infra-estruturas médicas de forma a fornecer aos doentes os cuidados médicos de base.

Seria bom que se soubesse que não há qualquer transmissão por via aérea, ou seja, quando uma pessoa fala ou tosse, não vai espalhar o vírus pelo espaço aéreo circundante.
Assim sendo, ao contrário da ideia com que se fica pela leitura da imprensa, não existe qualquer razão para recear que o vírus Ébola se possa transformar numa pandemia à escala mundial.
Semear o pânico pode ser um negócio muito lucrativo que importa desmontar. Veja-se o que se passou ainda recentemente (2005) com a “pandemia eminente” da “gripe das aves”. Através da sábia manipulação da opinião pública, a consequência foi uma totalmente desnecessária vacinação em massa da população com o consequente enriquecimento de alguma indústria farmacêutica por um lado, e esvaimento dos cofres públicos em muitos milhares de euros em vacinas usadas e… não usadas, por outro. O antiviral “milagre” Tamiflu limitou-se tão-só a reduzir a duração dos sintomas em menos de um dia, sem conseguir limitar minimamente as hospitalizações.

Os títulos sensacionalistas martelados por alguma imprensa nas últimas semanas não fazem qualquer sentido. Importa que não nos deixemos submergir pela informação viciada e pela mentira. A reação totalmente excessiva face a este problema corre o risco de provocar uma catástrofe humanitária de dimensões bem superiores à provocada pelo próprio vírus Ébola. (...)"

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Eixo do Mal: Luís Pedro Nunes e as praxes

http://www.dailymotion.com/video/x27d0vs_sicnoticias-praxes_shortfilms?start=20



Eláá, dá para ver à partida que a boa educação reina aqui! Sendo a Universidade uma “produtora de idiotas” não sei de onde é que este, presumo, jornalista licenciado saiu... provavelmente dessa tal produtora?

Pelo que se pode observar está em discussão a praxe em geral e neste concreto momento é feita referência ao caso particular de duas praxes a fazer troça da tragédia do que ocorreu no Meco.

"Estes grunhos, este imbecis que participam nas praxes" e "estes merdas deviam de dizer não à praxe" são, na minha opinião, as frases mais sonantes e generalização a palavra de ordem. O que revela, para além da eminente boa educação, umas palas no olhos e falta de conhecimento do tema que se aborda.


Deve repudiar-se este tipo de atitude de troça ainda mais sendo uma situação de tragédia? Obviamente! 

Devem ser considerados imbecis os autores e participantes desta actividades? Concordo!
Deve-se generalizar e dizer que praxistas e praxados são "uns merdas"? Não me parece e é o que se tem feito, principalmente pela comunicação social e alguns membros do público em geral que maioritariamente nem contacto directo ou indirecto tiveram com a praxe.
Este senhor tem razão nos pontos que critica, todavia, não os expressou da maneiras mais correcta e nem deve generalizar.

Posto isto, ao assistir a este excerto de debate, podia dizer afirmar que jornalistas/comentadores televisivos são um bando de energúmenos mal educados. O que, se pensarmos bem, não seria correcto porque há outros que não o serão e que exercem a sua profissão correctamente e expressam opiniões de forma ordeira e respeitosa. 

Por isso convém pensar um bocadinho antes de dizer "é tudo um bando de merdas era expulsá-los a todos", parece um bocadinho "opinião tasqueira".


P.s: Um pedido de desculpas à família e amigos das vítimas pela triste situação protagonizada por "colegas" praxistas. Assinado: um praxista.






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

11 de Setembro (o marco português)

A 11 de Setembro de 2001 os Estados Unidos mudaram. O atendado que acabaria por marcar o resto do mundo celebra hoje o seu 13º aniversário.
Pois bem, o 11 de Setembro começa hoje a contar do 0 os seus aniversários, pois uma maior mudança agora se sobrepõe, mudança essa oriunda do nosso país, um país onde novos Bentos sopram, Bentos de mudança...
A partir de hoje, o dia 11 de Setembro, será conhecido como o dia em que o Paulo foi ao Bento e perdeu o assento! 

Depois do, vá... merdoso Campeonato do Mundo desempenhado no último Verão já se sentia que os Bentos não estavam a soprar na nossa direcção, içavam-se as velas mas o Bento não levava a nossa caravela avante e com tanto Bento até a barraca Albânia. E como diz o provérbio, depois da tempestade vem a bonança. Paulinho ainda se tentou desculpar com palavras, mas conforme o dito popular: palavras, leva-as o Bento.

Chega então de "Bentos" e esperamos agora sim novos ventos e novos rumos para devolver Portugal ao seu verdadeiro nível futebolístico. Desde que não venha um pior... também é difícil... aguardemos então.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O poder dos olhos azuis

Vamos lá tirar um homicida (?) da prisão porque ele tem olhos azuis!



Que vivemos num mundo triste já não é novidade para ninguém,  já dizia Einstein que existiam duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana; mas julguei que as amostras de estupidez fossem diminuindo ao longo dos anos visto que o mundo evolui, evolução essa que deveria ser acompanhada pela mentalidade das pessoas.

Recentemente o nosso Portugal presenteou-nos com uma situação semelhante, quando Manuel Palito, individuo que num acto de grande compaixão somente matou uma tia e a sogra, ferindo ainda a filha e a mulher, andou fugido à polícia por vários dias, foi então recebido com aplausos à chegada ao tribunal quando finalmente foi detido.
A semana passada nos EUA foi detido por posse de armas e drogas e suspeita de ligação a um gang, um jovem  de nome Jeremy Meeks imediatamente apelidado pelo sexo feminino de “criminoso sexy”.
Ainda se podiam tolerar os irritantes comentários nas redes sociais do género “só não me saem a mim estes criminosos”, ou “casava-me já” ou mesmo “eu é que o prendia” e por aí fora… o grave problema surge quando após a criação de uma página a favor da sua liberação que conta já com quase 180 mil likes começou a juntar donativos por parte dos(as) fãs, que terão já ultrapassado os 3000€.

Vamos chamar a Leopoldina para realizar mais uma campanha para apoiar esta nobre casa, nada inferior à missão sorriso, para tirar-mos da prisão um dos criminosos mais violentos na área de Stockton (descrição da Polícia local) porque ele é moreno e tem olhos azuis. Descansa Em Paz lógica!

De calculadora na mão, para variar

Temos de ver as coisas pelo lado positivo:

Pronto, não há lado positivo... pelo menos para nós, eles estão a passar umas belas férias à pala do dinheiro do povo português.



Apesar de tudo temos apresentado regularidade, nomeadamente nas baixas. Sempre 2 jogadores lesionados por partida e mais um durante os treinos semanais. O preparador físico deve perceber tanto da matéria como o Paulo Fonseca de geografia. Por falar em falta de competências infelizmente o tema arbitragem volta ou à baila. Com estes senhores do apito este mundial dava um filme: "Ensaio sobre a cegueira". 
Chamem lá o Pauleta outra vez, certamente que correria mais que o Postiga e o Hugo Almeida, nem que se tivesse de pintar a bola de forma a parecer um queijo Terra Nostra. 
Obviamente a jogar em Manaus, no coração da Amazónia, Paulo Bento decidiu a ajudar a natureza combatendo a desflorestação, colocou em campo um pinheiro carinhosamente apadrinhado e denominado de Éder. As bolas, de vez em quando, tabelavam nele mas, infelizmente, não resvalaram na direcção da baliza. A sorte também não esteve do nosso lado...
Tal como para as dívidas financeiras, precisamos agora de ajuda externa no futebol também e logo da Alemanha.
Será que não dá para resolver a crise futebolística da mesma maneira económica? Um FMI que nos empreste tipo um Bale que está em casa sem fazer nada, no final devolvia-se e pode levar o Postiga que ele precisa de descansar claramente. 

Agora é ir com Ganas para o último jogo e ligar ao Scolari para rezar por nós à Nossa Senhora do Caravaggio.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Mundial 2014: #fomostodosroubados

Portugal sofreu um rude golpe na entrada no Mundial do Brasil. Estavam todas as condições reunidas para que fosse um jogo bem sucedido para Portugal: Ronaldo a 100%, o Paulo Bento já sem risco ao meio, jogadores a transpirar mais no túnel de acesso ao relvado do que em jogos que outrora haviam feito, um camelo que tinha comido uma coisa qualquer que tinha uma folha com a bandeira de Portugal lá impressa... enfim, Portugal era daquelas equipas que nascem com o rabinho voltado para a lua e têm a vidinha toda feita.



Começamos desde cedo a mostrar quem mandava dentro de campo, dois remates perigosos logo a abrir, Rui Patrício a fazer passes milimétricos para golo (desprezando o pequeno pormenor que foi para um adversário), etc; 
Como já estavam à rasca tiveram de recorrer ao penalty da praxe. Viu-se de imediato que foi forçado, onde é que o João Pereira que nem força tem para chutar uma bola para o meio da área, teria força para com um braço atirar um jogador ao chão? Enfim. 
Logo de seguida Hugo Almeida sai lesionado, estava a sentir-se o destino a indicar a reviravolta de Portugal. Mas foi mais uma desilusão, já nada estava a fazer sentido.
Entretanto houve lá mais um golito para os alemães de bola parada, mas Portugal não baixava os braços. Na sequência de um golpe de teatro Pepe foi expulso, ou seja, apesar das adversidades os jogadores não estavam a perder a sua identidade. Tirando Bruno Alves que na jogada do golo ao invés de pontapear a bola e Muller para a bancada apenas encostou o pé à bola para fazer um corte normal e assim o adversário ganhou o ressalto, não se compreende.

Não estava fácil, para além dos alemães, o turco Özil estava numa tarde inspirada, o tunisino Khedira muito acertivo no meio campo, o ganês Boateng na marcação cerrada ao CR7 e para piorar ainda foi a jogo o Polaco Podolski. A jogar contra 5 selecções torna-se complicado...
E como diz o ditado "não há cinco, sem seis" para além das 5 equipas que estávamos a defrontar, ainda tivemos que duelar com a de arbitragem que com a humidade ficou com as lentes embaciadas e não viu, dentro da área, a tentativa de homicídio sobre o nosso Éder.

Já nada havia a fazer e no fim foi a Merkel. Mas não podemos perder as esperança, as probabilidades ficaram mais reduzidas mas este mundial está repleto de situações inesperadas. Como aquele fisioterapeuta da Inglaterra que se lesionou durante o jogo, há muita influência para além dos jogadores, o futebol está mudado.
É esperar que o roupeiro dos EUA sofra uma mialgia, eles se atrasem a encontrar os equipamentos e ganhemos 3-0 por falta de comparência.  

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Mundial 2014: Pontapé de saída

Neste momento está a chegar ao fim o dia 2 do Mundial do Brasil e já fez correr mais tinta em 3 jogos que no equivalente a cerca de 10 edições da Color Run, dizem os estudos da companhia Fictitious Statistics Co.

"A continuar assim será um circo" disse Niko Kovac (Seleccionador da Croácia) no final do jogo inaugural. 
E até ao momento parece que está a decorrer um verdadeiro espetáculo circense: depois do jogo de abertura, hoje no México-Camarões também pudemos contar com divertidas palhaçadas e ao final do dia no Holanda 5 - 1 Espanha deparamo-nos com um bonito espetáculo protagonizado pelo famoso motociclista holandês Arjen Robben que levou ao delírio os espectadores com o seu freestyle fazendo grandes acelerações e contornando mecos que se encontravam no recinto; por outro lado, Casillas não se deu tão bem nos seus malabarismos pois deixou escapar algumas bolas, conseguindo ainda assim arrancar algumas gargalhadas do público presente.



Para quem duvidava da capacidade do Brasil e da FIFA para organizar eventos deste calibre está agora com dúvidas desfeitas, pois estão claramente na vanguarda no que ao entretenimento diz respeito.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O crime compensa

Esta semana uma mulher indiana suicidou-se em Bengala, no leste da Índia, tendo-se imolado por alegado sentimento de humilhação.
A situação deveu-se a dias antes ter sido violada na própria casa por um intruso morador da vizinhança de nome Nabil Mandal, onde também se encontravam os 3 filhos da vítima.
O seu marido ao ter conhecimento do sucedido partiu em busca do violador tendo atacado este, não chegando a consequências de maior pois foi acalmado pelos vizinhos que assistiam ao desacato, dizendo ao marido da vítima que seria feita justiça no tribunal.

O caso seguiu então para tribunal onde o arguido foi considerado culpado e recebeu uma pena (finalmente feita justiça, pensamos nós.). Pois bem, Nabil, depois de ter violado uma mulher na sua própria casa, foi então condenado a um sempre árduo pedido de desculpas. Sim, é verdade, a pena para este senhor foi pedir perdão, MAS teria de fazê-lo tocando nos pés da vítima. Ah pois, não pensem que são só facilitismos, à justiça indiana ninguém lhes passa a perna sem sair arduamente punido. 



Entretanto o marido da vítima foi tratar de agredir, não só o violador, como também o juíz.

Ao que parece um terceiro cidadão indiano assassinou outro, mas a situação já se encontra resolvida pois foi-lhe indicado que fosse para casa e escrevesse 200 vezes no caderno "matar é feio".
E depois as pessoas suicidam-se... 




domingo, 16 de fevereiro de 2014

Jornalista da TVI praxada em directo

Primeiro eram alunos, ainda há pouco tempo aconteceu a um professor e agora a uma repórter.


Este passado sábado, ao final da manhã, enquanto se esperava para ouvir as declarações de António Ramos (mais conhecido por "Barbas"), pode assistir-se em directo a uma praxe sobre uma jornalista da TVI. Susana Pinto em questão terá sido obrigada por um superior hierárquico a fazer uma entrevista bem junto ao mar onde rebentavam as ondas ficando à mercê da força da água. Apesar de ser maior e vacinada, Susana não teve opção de escolha, pois terá sido mesmo forçada a ficar naquele sítio esperando por levar com uma onda na cara.
O director da TVI, e mais provável criador desta situação, ainda não veio a público prestar qualquer esclarecimento.


António Ramos no final deste incidente apenas referiu: esta situação já me está a dar água pela barba.

(Pode assistir ao vídeo do incidente aqui.)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A táctica surpresa ou a surpresa da táctica?

Não tenho por hábito trazer futebol para este canto dos desabafos pois a modalidade já dá que falar que chegue e que sobre. Mas estando este dérbi envolto numa situação insólita como é a da lã de vidro voadora decidi arriscar em mandar aqui dois filetes.

No passado dia 9 de Fevereiro a águia devia estar na época de acasalamento tendo-se dirigido a outras bandas e deixando o ninho ao abandono, tendo, consequentemente, começado a esvoaçar partes deste. Posto isto, o clássico Benfica x Sporting viu-se adiado para a terça-feira seguinte.
Indignados com esta situação, os dirigentes do Sporting efectuaram um comunicado à Liga de Clubes expondo a situação e ameaçando evocar um artigo pelo qual deveriam receber os 3 pontos referentes a jogo em questão. Para além disso avisaram que iriam solicitar uma inspecção independente da que já iria ser efectuada a cargo do Benfica.
Passando as lágrimas à frente, a equipa verde e branca acabaria por desistir deste recorrência à vitória via secretaria deixando a ideia que tinham acabado os protestos relativos a esta situação. Todavia, esta equipa ainda fez pior: não compareceu ao jogo. 


Concordo que foi uma situação desagradável a que se havia passado no domingo, mas esta atitude foi um pouco extremista, no mínimo. Já tínhamos ouvido Bruno de Carvalho ameaçar jogar com a equipa de júniores, mas não fazer deslocar ao estádio da Luz qualquer equipa foi surpreendente.

Apesar das inspecções da Protecção Civil a segurança de todos não foi totalmente garantida, tendo caído duas chapas na baliza leonina, situação que deixou os dirigentes sportinguistas ainda mais enfurecidos.

Uma situação inquietante é o facto de por lei quando uma equipa não comparece ao jogo, a equipa adversária deveria de receber uma vitória por 3-0, o que não aconteceu hoje. Penso que isto é uma situação embaraçosa para a Liga e que a direcção do Benfica deveria de avançar de imediato com um comunicado.
Enfim, deu mais trabalho livrarem-se da lã de vidro do que do Sporting.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sais ao Pai

Um música que nos fala sobre os problemas reais da vida das pessoas da qual efectuei uma cover com o auxílio do meu amigo João Meneses.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Incha que é Ronaldo

Hoje sinto-me realmente honrado pelos homens portugueses, ver Cristiano Ronaldo, na gala da Bola d'Ouro com aquele troféu ao lado... a Irina é mesmo uma mulher do outro mundo. Dá um grande prestígio a homem português. Pronto, ganhar a dita Bola d'Ouro também é um motivo de substancial alegria, vá.

Este evento futebolístico já vem tendo o hábito de ser um impulsionador para o nome de Portugal. Na edição do ano passado para além de termos presente o nosso Cristiano Ronaldo, também tivemos o fato do Messi patrocinado pelo Manuel Luís Goucha. Pois bem, este ano a situação ainda foi mais produtiva para o nosso lado: marcou presença novamente o CR7, saindo desta vez premiado com o troféu máximo, o nosso Rei Eusébio recebeu uma homenagem e voltamos a ter o fato do Messi patrocinado desta vez pelo João Baião; só lhe faltava uma cartola, calças um pouco desbotadas e estava pronto para apresentar o Big Show Sic.


Por outro lado, a indústria farmacêutica por terras gaulesas vai também de vento em popa na consequência desta gala, pois os anti-acidificantes estomacais não dão vazão à procura. Se é que me entendes Platini...

Para terminar da melhor maneira esta crónica gostaria de deixar para reflexão dos nossos amigos Platini e Blatter, uma citação de um conceituado filósofo argentino: "Que la chupen y sigan chupando."





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O que aconteceu ao chocolate?

Nem me tinha pronunciado sobre este assunto há mais tempo na esperança que nesta última festividade natalícia (dia de Reis) a situação tomasse outro rumo, mas pelos vistos não há volta a dar...



O problema é o seguinte: Já não há chocolate que saiba a chocolate ou que contenha mesmo chocolate.
Isto é uma catástrofe mundial e as pessoas lá em casa sabem que o que eu estou a dizer é verdade!
Aguardei auspiciosamente toda a época natalícia para que alguma alma caridosa presenteasse (pois adquirir sai caro) a minha pessoa com um simples chocolate que soubesse a chocolate e, pelo contrário, apenas me deparei com: chocolates que afinal era pastilhas de mentol, chocolates que eram torrões de açúcar, entre outros.
Gostava de me ter formado em psicologia gastronómica para perceber o motivo desta falsidade do chocolate em relação ao ser humano. «Ah vou saborear este delicioso chocolate Milka, que saboroso este choco... toma lá com morangos!», ou «Hmm, este after-eight tem mesmo aspecto de ser um bom chocol... pega lá uma happydent de mentol.»
É raríssimo nos dias que correm encontramos um chocolate como deve de ser, pois os ferrero rochers estão caros e o pessoal oferece pouco.



E é este o mundo em que vivemos meus amigos, um mundo possuído pela falsidade onde até a comida já nos atraiçoa.
Já nem vale a pena falar nas batatas que sabem a cebola e afins... não sei onde isto vai parar.

sábado, 4 de janeiro de 2014

A desumanidade da praxe

Confesso que ando a estranhar este ambiente. Já há algum tempo que a praxe não mata ninguém... ou pelo menos provoca um incidente qualquer. Será que não foi a praxe que deixou aquele navio encalhado na Antártida? Que estupidez! Claro que não. Pois os turistas foram resgatados sãos e salvos, se algum tivesse falecido, aí sim, já se concluiria que teria sido a praxe. Então, será que os jornalistas andam só desatentos? Isto é um pouco suspeito.



Ainda sou do tempo em que o que vendia nos jornais eram os escandalos envolvendo políticos. Pelos vistos agora a tendência da nova Estação é outra.
Ainda estou para descobrir o porquê deste sensacionalismo em relação a esta tradição académica. Se a preocupação fosse tanta em transmitir os factos verídicos com qualidade como em tentar arranjar um tema que dê que falar para associar ao acontecimento, talvez o jornalismo ganhasse um bocadinho.
“Toda a gente” gosta de frango assado, embora haja frangos que fiquem mais saborosos que outros. E não é por, esporadicamente, nos depararmos com um frango menos bom que vamos dizer que frango assado não presta e não é bom. Assim como na vida académica há bons e maus praxistas, boas e más praxes... Mas não pintemos o quadro desta forma, senão traz à memória aquela tradicional expressão: “quem ouvir até pensa...”. Só está na praxe quem quer estar.

Pois a praxe não é nenhum “Jack, o estripador” para fazer assassínios em série. A praxe foi criada com um fim, com objectivos positivos e, pessoalmente, ainda não conheci ninguém que tenha obtido dela resultados contrários. Mas havendo, pontualmente, arestas a limar, não será, certamente, esta a maneira para o fazer.

Com votos de um bom 2014

Hoje deixo aqui crónica que Ricardo Araújo Pereira escreveu há tempos para a revista Visão, mas que não deixou te ter sentido e de dar que pensar:

"Quando eu nasci, Portugal estava na cauda
 da Europa. Veio o PREC, e Portugal continuou na cauda da Europa. Depois chegou alguma estabilidade, e aí Portugal continuou na cauda da Europa. Entrámos na CEE, e permanecemos na cauda da Europa. Vieram os governos de Cavaco Silva, mais os milhões comunitários, e - então sim - Portugal continuou na cauda da Europa. Nisto, o PS voltou ao poder. E Portugal manteve-se na cauda da Europa. A seguir, o PSD regressou ao governo. E Portugal na cauda da Europa. Depois, mais governos do PS até hoje. E Portugal firme na cauda da Europa. Onde fica Portugal? Na cauda da Europa. Não se sabe que bicho é a Europa, mas lá que tem uma cauda é garantido. E não há dúvidas nenhumas de que Portugal está nela sozinho.
Nem sempre foi assim. No princípio, Portugal estava na cauda da Europa acompanhado. Nos anos 70, Espanha estava taco a taco connosco na cauda. Ora valia mais o escudo, ora valia mais a peseta. Primeiro, nós íamos ao El Corte Inglés fazer compras baratas. Entretanto, o El Corte Inglés veio para cá fazer vendas caras. De repente, os espanhóis meteram uma abaixo e começaram a galgar pela Europa acima - e nós ficámos na cauda com a Grécia. Nisto, os gregos também amarinharam. Abriu-se a União Europeia a países que estavam igualmente na cauda, como a Irlanda, e todos foram abandonando a cauda a caminho, suponho, do lombo da Europa.
Como se explica este fenómeno da nossa longa estada na cauda da Europa? Creio que só pode ser uma opção. E, sendo uma opção, tem de ser estratégica. É muito raro uma opção não ser estratégica. Já tivemos vários governos e regimes, e todos, sem excepção, optaram por nos manter na cauda. Deve haver um plano. Outros países, que não têm coragem de permanecer na cauda, foram avançando para a garupa. É lá com eles. Mais fica de cauda para nós.
A verdade é que alguém tem de ficar na cauda. E, no que diz respeito a caudas de continentes, a estar nalguma que seja na da Europa. Temos a experiência, o talento e, pelos vistos, a vocação para estar na cauda. Seria uma pena desperdiçar décadas e décadas de prática. Será sensato que um país com o tamanho do nosso se aventure para fora da cauda da Europa? É importante não esquecer que é com a cauda que se enxotam as moscas. E que a cauda consegue enxotar tudo, menos o que está na cauda. Os pessimistas dirão: temos o último lugar garantido. Os optimistas hão-de notar que, ao menos, é um lugar. E que está garantido. Já não é nada mau."